Brasil tem desafio de dobrar a capacidade de produção de energia nos próximos 15 anos, diz Márcio Zimmermann
18/10/2012 -
13h36
Yara Aquino e Mariana Branco
Repórteres da Agência Brasil
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - O Brasil tem o desafio de dobrar a capacidade de produção de
energia nos próximos 15 anos, disse hoje (18) o secretário executivo do
ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Segundo ele, o governo não
pretende mudar regras de um modelo energético que é tido como bem-sucedido ao
antecipar as renovações de concessões do setor elétrico.
“Logo que foram anunciadas as medidas começou a haver expectativa de que
estaria mudando as regras e, na verdade, não tem esse processo. Um país como o
Brasil não pode se dar ao luxo de mudar regras que estão dando certo. O Brasil é
o país que mais atrai investimentos para o setor elétrico”, disse ao participar
do Colóquio Infraestrutura para o Desenvolvimento, do Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Durante a reunião do CDES, Zimmermann leu uma mensagem do ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, em que ele cita as concessões. No texto, Lobão diz que a
União está disposta a indenizar os ativos investidos, ainda não amortizados, às
empresas que não querem renovar.
“O concessionário é livre para escolher se quer prorrogar ou esperar o
término [do contrato de concessão] e reverter assim o bem para a União. Se
licitar e alguém não quiser renovar, como a Cemig [Companhia Energética de Minas
Gerais], em 2015, quando cessar a concessão, o bem reverte pra União que pode
licitar”, registrou o ministro no na mensagem.
Empresas concessionárias de 14 usinas geradoras de energia elétrica não
pediram a prorrogação de suas concessões, entre elas a Cemig. A manifestação ou
não de interesse faz parte do cronograma de trabalhos para redução tarifária,
proposta pelo governo, como prevê a Medida Provisória (MP) 579.
O presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base
(Abdib), Paulo Godoy, também participou das discussões e lembrou que o
barateamento da energia elétrica é condição fundamental para o aumento da
competitividade. “O setor elétrico vive um momento importante de conseguir
trazer o custo da energia a patamares de manter a competitividade ao mesmo tempo
com combinação de fatores que permita estimular o investimento também no setor
elétrico”, disse.
Edição: Talita Cavalcante
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